Luis Soares
Colunista
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Política 05/Jan/2011 às 18:42
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Cuba registra taxa de mortalidade mais baixa da história

José A. de la Osa/Granma
O ano 2010 encerra com uma taxa de mortalidade infantil de 4,5 em cada 1.000 nascidos vivos, a mais baixa registrada em nosso país em toda sua história. Villa Clara lidera a relação: 2,5. Mais sete províncias e o município especial Isla de la Juventud mostram taxas abaixo de 5,0. Existem 23 municípios com zero mortalidade. Ocorreram 127 710 nascimentos
UM justo olhar ao comportamento das taxas de mortalidade infantil, nos últimos 51 anos, nos permite compreender os desvelos da Revolução a favor da saúde e do bem-estar da mãe e da criança.

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A taxa atingida em 2010 — 4,5 em cada mil nascidos vivos, sem precedentes em Cuba — não é mais do que a confirmação desse esforço constante e colossal de um país pobre e criminalmente bloqueado, que conseguiu se colocar como a nação das Américas com mais baixa mortalidade infantil, indicador internacional que mede a qualidade com que uma sociedade atende e protege às gestantes, às puérperas e às crianças.

No ano recém-concluído ocorreram 127.710 nascimentos. Em relação com 2009 este número representa uma diminuição na natalidade de 2.326 crianças, embora caiba destacar que em 2010 houve 45 mortes menos. Villa Clara consegue a mortalidade mais baixa do país (2,5), e mais sete províncias se colocam abaixo de 5,0: Holguín, 3,0; Cienfuegos e Matanzas, 3,7; Camagüey, 4,4; Granma, 4,7; Pinar del Río e Sancti Spíritus, 4.9. O município especial Isla de la Juventud registra 2,8. As províncias com um resultado superior a 5,0 não ultrapassam a taxa de 5,7, um sinal da equidade de nosso sistema social.

Entre os fatores que contribuíram para estas taxas favoráveis se encontram, em primeiro lugar, a vontade política do governo revolucionário de oferecer atendimento de saúde a todos os cidadãos, com especial esmero às mães e às crianças; a existência de um alto grau de escolarização da população; um programa de vacinação que abrange 13 doenças, com uma cobertura de praticamente cem por cento das crianças, o que conduziu à erradicação e controle de várias afecções, que se podem prevenir mediante a imunização.

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Ainda, porque o país dispõe de um sistema de saúde universal, acessível e gratuito para toda a população, sustentado em uma ampla rede de centros assistenciais e instituições de atendimento primário, junto a sistemáticas campanhas de promoção e prevenção.
Em geral, as despesas por habitante na saúde que eram de 3,72 pesos em 1959 (com uma população de uns sete milhões), no ano passado (2010) se elevaram até os 576 pesos per capita, para 11,2 milhões de habitantes.

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